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terça-feira, 26 de abril de 2011

ORIGENS DE ALGUMAS IGREJAS E SEITAS CRISTÃS





Encerrando os topicos sobre as acusaçoes dos "Crentes" contra a nossa igreja Católica.


PERGUNTA: São todas as Igrejas cristãs iguais e fundadas por Cristo?

RESPOSTA: Não! Somente uma Igreja foi fundada por Cristo e confiada a Pedro e seu legítimos sucessores os Papas .Por isso ela, desde os primeiros séculos, foi chamada Igreja Católica ,que quer dizer UNIVERSAL , para todos.

Todas as igrejas ou seitas cristãs têm seu fundador e a data de sua origem. Eis as datas de algumas delas:

Protestantes- Luteranos: Fundados por Martinho Lutero ( 1484 -1546) na Alemanha , sacerdote agostiniano - que depois se casou com uma ex-freira.

Batistas: Por John Smith, clérigo anglicano, na Inglaterra e Holanda, no Século XVII. No Brasil desde 1871.

Presbiterianos: Por John Knox, sacerdote católico, contagiado pela doutrina de Lutero e Calvino, Na Escócia, em 1560.

Congregacionistas: Por Robert Brawne, clérigo anglicano, na Inglaterra em 1600.

Metodistas: Por John Wesley, na Inglaterra, em 1727.

Anglicanos Episcopais: Pelo rei da Inglaterra, Henrique VIII, em 1534, pelo "Ato de supremacia Régia". Obcecado pela paixão, casou-se 8 vezes, mandando executar algumas de suas ex-esposas.

Adventistas: Por Willian Miller , Estados Unidos, em 1831. Agricultor, sem estudos, predisse algumas vezes o fim do mundo, sem efeito!

Testemunhas de Jeová: Por Charles Taze Russel, Estados Unidos, em 1874. No Canadá, em pleno Tribunal jurou conhecer a língua grega. Sendo-lhe apresentado o Novo Testamento em grego, foi convencido de perjúrio. Sua mulher divorciou-se dele em 1897, acusando-se de adultério com duas mulheres, e de maus tratos.

Igreja Apostólica: por Eurico Matos Coutinho, que chama a si mesmo de "bispo". Morava em São Paulo, Brasil.

Pentecostais e Assembléia de Deus: Por pastores de cerca de 100 congregações diferentes do Estados Unidos em 1914.

Evangelho Quadrangular: É um ramo de Pentecostalismo, iniciado por Harold Williams, nos Estados Unidos , e promovido no Brasil desde 1940.

Congregação Cristã no Brasil: Por Luís Francescou, em 1910, em Platina- Paraná, Brasil. Depois estabeleceu-se entre os migrantes italianos em São Paulo.

Mormons ou Igreja dos Santos dos Últimos Dias: Fundação fantástica de José Smith, em 1830, nos Estados Unidos.



sendo assim vemos que as acusaçoes são apenas , ignorância da parte dos "crentes" que não buscam a verdade.

Mas eu peço a Deus que possa ilumina-los,e da-lhes o entendimento.



E CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARA (jo.8.32)

O DOM DAS LÍNGUAS.






PERGUNTA: Nas reuniões dos "crentes", sobretudo Pentecostais, manifesta-se freqüentemente o dom das línguas, considerado por eles como presença do Espírito Santo e confirmação de veracidade da seita. O que diz a Bíblia?

RESPOSTA: 1) É verdade que a manifestação das línguas e de outros carismas, é na Bíblia chamado simplesmente: "descida do Espírito Santo". ( At 2,4-6;8,15-19;10,44-48). Porém, nestes acontecimentos tratava-se sempre de comunidade unidas e obedientes aos Apóstolos. E aqueles que receberam os dons extraordinários do Espírito Santo, aceitaram também os sacramentos iniciais, de batismo e crisma "(impondo-lhes as mãos)".

2) Em I Cor cap. 12, São Paulo fala de diferentes dons, ministérios, operações, dispensados pelo mesmo Deus: acrescentando: "para que redundem em vantagem comum". Em seguida São Paulo revela o belo ministério do Corpo místico de Cristo, composto de diferentes membros, que solidamente compartilham os sofrimentos e alegrias, e colaboram para o bem do corpo inteiro. Neste Corpo de Cristo, a sua Igreja, São Paulo apresenta também uma hierarquia de valores ( vers.28 ): "o primeiro apóstolo, segundo profetas, terceiro doutores, depois os que possuem o dom de milagres,...( e no fim ) o dom de falar diversas línguas."


CONCLUSÕES:

a) Tudo o que foi dito acima, pela Palavra de Deus, verifica-se perfeitamente na maioria do grupos de renovação carismática católica , unidos e obedientes aos legítimos sucessores dos Apóstolos.

b) Logicamente é impossível admitir que também os "carismáticos" de milhares de seitas protestantes, que se separam, e freqüentemente odeiam e combatem o verdadeiro Corpo místico de Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana, possam ser inspirados pelo mesmo Espírito Santo, prometido por Jesus aos Apóstolos e seu sucessores. ( Jo 16,13). O Espírito Santo não pode ser dividido e combater a si mesmo! Por isso, "as inspirações proféticas e o dom das línguas" nas várias seitas, vêm provavelmente por meios parapsicológicos, como acontece também nas sessões espíritas.

c) Admite-se ainda a possibilidade, de que o Espírito Santo poderia também em várias seitas inspirar alguns carismáticos bem intencionados, que na sua ignorância desconhecem a Bíblia e não dão conta do grande mal da divisão e separação do único Corpo místico de Cristo. Nestes casos as inspirações do Espírito Santo teriam a finalidade de resguardar também nestas comunidades alguns autênticos valores do Evangelho, e as preparar para a reunião com a única Igreja de Cristo.

d) Porém, todos os carismáticos têm obrigação de respeitar as regras expostas por São Paulo ( e inspirados pelo Espírito Santo) em I Cor 14,19 e 27-28: "Na assembléia eu prefiro dizer palavras com a inteligência, a fim de poder instruir também os outros, do que dez mil palavras em virtude do dom das línguas ; e a outra regra:"...se não houver quem possa interpretar ( a língua desconhecida), guardem silêncio na assembléia, falando consigo e com Deus".

SANTIFICAÇÃO DO SÁBADO OU DOMINGO?

OBJEÇÃO: A Bíblia ordena ( EX 20,8s) : "Lembra-te de santificar o dia de Sábado". Por que, então, os católicos guardam o Domingo?

RESPOSTA: Em Mc 2, 27-28 afirma Jesus: "O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Por isso o Filho do Homem é Senhor também do sábado." Sendo, pois, Senhor do sábado, Jesus transferiu a santificação deste dia para o Domingo, o dia da sua Ressurreição e da vinda do Espírito Santo à Igreja da Nova e Eterna Aliança, como o atesta toda a tradição cristã. ( Mc 16,9 e At 2,1)

Provas indiretas da santificação do Domingo já no tempo dos Apóstolos achamo-las em At 20,7: "No primeiro dia da semana ( domingo), estando nós reunidos para a fração do pão (santa missa) Paulo falava..."

Em I Cor 16,2: "No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte..."

No último livro da Bíblia, no Ap 1, 10 São João Evangelista já usa a nova denominação cristã, "Domingo", "Dia do Senhor", em lugar do judaico "primeiro dia da semana", ou do romano "dia do sol", ¾ testemunhando de que já naquela época os cristãos celebravam este dia, chamando-o de "Dia do Senhor Ressuscitado".

Quase todos os biblistas estão de acordo com os cientistas, de que os sete dias bíblicos da criação, não eram 7 dias de 24 horas, mas 7 dias, épocas, de milhares de anos. E não existe povo ou cultura, que possa historicamente provar , qual dia da nossa semana era o 1° dia. O "sábado" bíblico, na língua hebraica, está relacionado com "descanso" e com "sétimo" dia. Daí a intenção do Autor da Bíblia era : ordenar à humanidade que trabalhasse durante seis dias e descansasse no sétimo, dedicando-o em sua honra. Por isso a Igreja Católica respeita os muçulmanos que celebram "o sétimo do descanso" na nossa Sexta-feira; como também os judeus que o celebram no sábado. Enquanto os cristãos, desde primeiro século, escolheram para o dia do descanso, o dia histórico de domingo, o dia da nova criação em honra do "novo Adão, Ressuscitado" ,Jesus Cristo

Pecadores na igreja Católica



Vamos ver mais uma acusação!!


ACUSAÇÃO: Na Igreja Católica há tantos pecadores: assassinos, ladrões, viciados, etc...,por isso ela não pode ser a verdadeira Igreja de Cristo?

RESPOSTA: A Igreja Católica é a legítima herdeira do Povo de Deus do Antigo Testamento; é o povo da Nova Eterna Aliança. Ora, a Bíblia testemunha como Deus castigava severamente, até com a morte, os pecados do povo de Israel, mas não expulsou a ninguém! Afirmava: "Não quero a morte do pecador, mas que se converta e viva"( Ez 33,11).

Por isso também a Igreja Católica pune vários pecadores até com excomunhão ( pelo aborto); a outros, amasiados nega o direito ao enterro eclesiástico, ou a serem padrinhos de batismo e crisma, etc...,mas não os expulsa, (como fazem seitas), rezando por eles e convidando-os à conversão.

Nos Evangelhos Jesus compara sua Igreja ( o Reino dos Céus) ao campo, cujo dono permite crescer o joio junto com o trigo, e somente no tempo da colheita ordenará aos ceifeiros: "Apanhai primeiro o joio e atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo recolhei-o no meu celeiro"( Mt 13,24-30 ).

O mesmo se dá na parábola da rede com bons e maus peixes ( Mt 13,47-50):"... Assim acontecerá no fim do mundo: Virão os anjos e separarão os maus do meio dos justos, e os lançarão na fornalha do fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes".

O próprio Jesus aceitou na sua Igreja ( companhia dos Apóstolos ) um pecador, o publicano Mateus, e fez dele um santo Apóstolo. E aos fariseus, escandalizados com semelhante atitude, Jesus

respondeu: "Não precisam de médico os que têm boa saúde, mas os doentes...Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores"( Mt 9,9-13).

Alguns "crentes" costumam aplicar à Igreja Católica a comparação de Jesus sobre a má árvore, reconhecida pelos maus frutos. Está errado! Pois lendo esta comparação com atenção, verificamos que Jesus fala nela somente de pessoas particulares: Em Lucas 6,43-45 Jesus termina esta comparação, concluindo: "O bom homem tira do bom tesouro do seu coração coisas boas, e o mau homem tira do mau tesouro coisas más. Porque da abundância do coração fala a boca". E em Mateus 7,15-20 Jesus nos acautela diante dos falsos profetas que vêm em pele de ovelha, mas por dentro são lobos devoradores, aos quais nós devemos reconhecer pelos seus frutos. Ora, em Jo 1,12-16 Jesus denuncia os maus frutos destes lobos, que consistem em: "arrebatar e dispersar as ovelhas", que Ele, como o Bom Pastor, deseja reunir e guardar "num só rebanho sob um só pastor".

Para historiadores honestos, a existência contínua da Igreja Católica durante os 20 séculos, ¾ apesar de tantos pecadores, heréticos e perseguidores, ¾ é a mais evidente prova de sua origem divina, e da eficácia da promessa do seu Fundador, Jesus Cristo: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não poderão vencê-la"(Mt16,18 ), e: "Eu estarei convosco todos os dias até o fim do mundo" ( Mt 28,20).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A virgindade de Maria




Outra acusação dos "Crentes",contra a igreja Católica.


OBJEÇÃO: Os católicos ensinam que Maria ficou sempre virgem. Porém, em vários lugares da Bíblia ( por ex. Mc 3,31-32) lemos de irmãos de Jesus. Portanto Maria devia ter outros filhos, além de Jesus!





RESPOSTA: Na linguagem bíblica, "irmão" é freqüentemente usado em lugar de primo, sobrinho, tio, parente. Por ex. em Gen 13,8 Abraão diz a Ló: "Somos irmãos," enquanto em Gen 11,27-31 consta claramente que Ló era filho de Aran e irmão de Abraão, portanto seu sobrinho

Também Labão, em Gen 29,15 fala a Jacó: "Por seres meu irmão, servir-me-ás de graça? Mas em Gen 27,43 e 29,10-11 Labão é declarado irmão de Rebeca, mãe de Jacó, e tio dele.

b) Os evangelistas Mateus e Marcos, ( em Mt 13,55 e Mc 6,3 ) enumeram como "irmãos de Jesus": Tiago, José, Judas Simão: Porém, na cena das crucificação de Jesus, João Evangelista coloca debaixo da cruz: "Sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena". Enquanto Marcos acrescenta, que esta outra Maria ( irmã de Jesus) era mãe de Tiago, o Menor, e de José. Estes últimos eram portanto sobrinhos de Maria Santíssima, e primos de Jesus ( Jo 19,25 e Mc 15,40 ). Ora, Judas ( Tadeu) Apóstolo, declara-se, no início de sua carta apostólica ( Jd 1,1 ) "Judas", servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago". O mesmo se dá com Simão Apóstolo.

c) Alguns "crentes" teimam tirar uma conclusão ( errada!) de que Maria, depois da concepção virginal do Salvador, tinha relações e outros filhos com José, dos três seguintes textos bíblicos;

1º Mt 1,18: "Maria, sua Mãe, estava desposada com José, Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo".


RESPOSTA: "Antes de coabitarem" significa apenas: "Antes de morarem juntos na mesma casa". Isso aconteceu, quando "José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa ( Maria)"(Mt 1,24 ).

2º Lc 2,7: "Maria deu à luz o seu filho primogênito".


EXPLICAÇÃO: É errado concluir, que devia seguir o segundo ou mais filhos. A lei mosaica exige:" Consagrar-me-ás todo o primogênito ( primeiro gerado ) entre os israelitas, tanto homem como animal: ele é meu."( Ex 13,2 ). Também, quando o primogênito era filho único. Um exemplo: No Egito foi encontrada uma inscrição judaica: "Arisoné entre as dores do parto morreu, ao dar à luz seu filho primogênito".

3º Mt 1,25: ( Só em algumas traduções) "José não conheceu Maria ( = não teve relações com ela) até que ela desse à luz um filho ( Jesus)".


EXPLICAÇÃO; Seria errado insinuar, que depois daquele "até" José devia "conhecer" Maria "Até" na linguagem bíblica refere-se apenas ao passado. Exemplo: "Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte"( II Sm 6,23).

d) Como fidelíssimo observador da Lei de Moisés, Jesus não podia, na hora de sua morte na cruz, confiar sua Mãe a João Apóstolo ( Jo 19,26 ) mas devia a tê-la confiado ao filho mais idoso dela, se ela de fato os tivesse.

e) Por isso, o Símbolo dos Apóstolos, que é mais antigo do que o Cânon dos Livros Sagrados, reza "Nasceu da Virgem Maria". = no sentido de Sto . Agostinho: "Virgem concebeu, Virgem deu à luz, Virgem permaneceu".

Conseqüentemente, os "irmãos"( primos, parentes) de Jesus, tão freqüentemente mencionados nos escritos do Novo testamento, nunca são chamados filhos de Maria, nem filhos de José, confirmando a tradição apostólica.

f) Até os Muçulmanos, nos seus livros sagrados, veneram a Mãe de Jesus como Virgem.

Portanto, a acusação contra a virgindade de Maria, mãe de Jesus, demonstra apenas a ignorância ou malícia dos acusadores.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A COMUNHÃO


Dando continuidade as respostas das acusaçoes dos "crentes",vamos responder a mais uma acusação.



ACUSAÇÃO: Por que os católicos comungam somente sob as espécies do Pão, e os protestantes sob espécie de Pão e Vinho, como Jesus fez na última ceia?


RESPOSTA: A diferença entre católicos e protestantes é essencial, e bem maior do que parece: A) - Os protestantes desligaram-se da sucessão dos Apóstolos, por isso seus pastores não recebem o sacramento da ordenação sacerdotal e não têm nenhum poder espiritual a mais do que seus fiéis. Portanto, eles "presidem" apenas "a ceia", como memória - recordação da ÚLTIMA CEIA de Jesus. E nela comem simples pão e bebem simples vinho, acreditando que, por esta piedosa recordação, Cristo lhes comunica sua graça e o seu amor. B) - Os sacerdotes Católicos recebem no Sacramento da Ordem, o sacerdócio ministerial, (realmente distinto do sacerdócio comum dos fiéis, recebido no batismo), pelo qual realizam na Santa Missa o duplo efeito 1° - celebram a última Ceia de Jesus ; 2°- ( Dentro desta comemoração, fazem o que Jesus fez nela antecipadamente): tornam, presente ( aqui e agora ) o sacrifício de Jesus na Cruz, consumado pela separação do sangue esgotejado do corpo, simbolizado pela consagração separada de pão e de vinho. É isto que Jesus ordenou aos Apóstolos e seus legítimos sucessores no sacerdócio, com as palavras: "Fazei isto em memória de Mim!" (Lc22,19 ). Este sacrifício de Jesus na cruz, perpetuado em cada Santa Missa (que falta aos protestantes) ¾ sendo a principal fonte de toda as graças ¾ é de máxima importância. Por isso todos os católicos têm a grave obrigação, pelo 1° Mandamento da Lei da Igreja, de participar da Missa inteira nos domingos e festas de guarda ( quando há possibilidade). C) - As provas bíblicas sobre a real presença de Jesus na Eucaristia são as seguintes: a) Os Evangelhos foram escritos na língua grega, de alta cultura, em que existem muitas expressões para os verbos "simbolizar, significar, representar, lembrar, etc." No entanto, os três Evangelistas e S. Paulo, ao descreverem a Última Ceia de Jesus, usam exclusivamente a palavra "é": Isto é o meu Corpo: este é o cálice do meu sangue". ( Mt 26,26s; Mc 14,22s; Lc 22,19s; I Cor 11,23s. b) Jesus falava ao povo simples, com palavras claras e compreensíveis. Quando usava comparações, p.ex.: "Vós sois o sal da terra: Vós sois a luz do mundo "; ninguém reclamava, e não esperava ver os Apóstolos transformados em imagens de sal ou de luz. Quando, porém, Jesus lhes disse: "Este é o pão que desceu do céu, se alguém comer deste pão, viverá eternamente: e o pão que eu vos darei é a minha carne ( imolada ) pela vida do mundo". (Jo 6,50- 51 ) ¾ então os judeus o entendem verbalmente e reclamam dizendo: "Como pode Ele dar-nos a comer sua carne?" E Jesus reafirma: "Em verdade, em verdade Eu vos digo: se não comerdes a carne do filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós... pois a minha carne é um verdadeiro alimento e o meu sangue é uma verdadeira bebida. Quem come deste pão viverá eternamente "( Jo 6,52-58 ) . Até muitos discípulos seus o entenderam assim verbalmente, e por isso murmuraram e se retiraram dizendo: "É dura tal linguagem; quem pode escutá-la? (Jo 6,60-66). Mas Jesus não se retrata, para os recuperar. Pelo contrário, pergunta aos doze apóstolos: "Também vós quereis partir?" E então Simão Pedro dá a bela resposta da fé, em nome dos Apóstolos e de todos os fiéis católicos: "Para quem iremos nós, Senhor? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus". ( Jo 6,67-71). Porém, somente na Última Ceia foi revelada a maneira de alimentar-se com o Corpo e o Sangue de Jesus, velado sob espécies de pão e vinho consagrados. c) Outra prova bíblica sobre a verdadeira presença de Jesus na Eucaristia, são as admoestações de S. Paulo aos Coríntios: "E por isso, todo aquele que comer o pão ou beber do cálice do Senhor indignamente, torna-se culpado do corpo e do sangue do Senhor... Pois quem come e bebe sem fazer distinção de tal corpo, come e bebe a própria condenação". ( I Cor 11,27-29 ). e) A comunhão sob uma ou duas espécies não constitui essencial diferença já que em cada pedacinho de pão e em cada gota de vinho consagrados recebemos Jesus inteiro, vivo e ressuscitado; como consta claramente de suas palavras ( Jo 6,51-56 ): "Eu sou o pão vivo que desceu do céu ... e o pão que Eu hei de dar é a minha carne... Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em Mim e Eu nele". Claro, não é um pouquinho de carne ou sangue que recebemos na santa Comunhão, mas o "EU" de Jesus: a Pessoa do Filho de Deus Encarnado , nosso Salvador. Por isso os primeiros cristãos costumavam levar aos encarcerados pela fé, somente o pão consagrado; e aos doentes que não conseguem engolir um pedacinho da hóstia consagrada, a Igreja recomenda administrar algumas gotas do vinho consagrado. E em grupos, menores e bem preparados, pode-se administrar a Santa Comunhão sob duas espécies. O que mais importa é a viva fé, humildade e piedade diante deste Santíssimo Sacramento do Amor! Daí, o 3º Mandamento da Lei da Igreja nos obriga: Comungar ao menos uma vez por ano, pela Páscoa da Ressurreição; e recomenda fazê-lo em cada santa Missa! Que pena que pela falta de fé no poder e no amor infinitos de Jesus, tantos "crentes" se afastaram desta "árvore da vida", presente entre nós até ao fim do mundo, na Eucaristia; apesar de suas palavras claras: "Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós" ( Jo 6,53).

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Confissão


Como prometido neste topico falaremos da Confissão, outra acusação dos "Crentes" contra os Católicos!


ACUSAÇÃO : Os católicos confessam-se com os padres, que também são pecadores; os crentes confessam-se somente com Deus! - porque lemos na Bíblia: "Quem pode perdoar os pecados, senão só Deus? ( Mc 2,7 ).


RESPOSTA: Quem negava a Jesus o poder de perdoar os pecados, e até o taxava de blasfemador, eram os orgulhosos escribas. Jesus, porém, lhes respondeu ( Mc 2,10 ): "Para que saibas que o filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados ..." Jesus curou o paralítico perdoado, à vista deles. Este poder de perdoar os pecados, Jesus o confiou aos homens pecadores, aos Apóstolos e seus legítimos sucessores, no dia mais solene, da sua Ressurreição, quando lhes apareceu e disse ( Jo 20,21-23 ) : "Assim como meu Pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o Espírito Santo. Àquele a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhe-ão retidos". Não resta dúvida que sopro de Cristo ressuscitado e as palavras: "recebei o ( dom do ) Espírito Santo..." expressam claramente que os Apóstolos não obtiveram o poder de perdoar os pecados em virtude de sua santidade ou impecabilidade, mas como um dom especial, merecido por Cristo e a eles conferido, em favor das almas, remidas pelo seu sangue derramado na cruz. Daí dizer: "Eu não me confesso com os padres, porque eles também são pecadores, demonstra igual insensatez, como afirmar: "Eu não vou, com minha doença procurar conselho e remédio dos médicos, porque eles também ficam doentes". Por isso os Católicos, mesmo que sejam papas, cardeais e reis, dobram humildemente suas cabeças diante de tão claras palavras de Jesus e confessam seus pecados diante dum simples sacerdote, para receber o perdão de Deus. Os outros crentes, porém, preferem ignorar estas palavras de Jesus, e desprezar o grande dom de Jesus, no sacramento da Penitência. Para motivar este procedimento, procuram na Bíblia vários textos no sentido: "Convertei-vos... fazei penitência... arrependei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados,... para que sejais salvos". Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram no Antigo Testamento condições necessárias e suficientes para obter perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Jesus e seu Evangelho: para os que não têm nenhuma ocasião de se confessar: e são ainda condições necessárias para obter perdão na boa Confissão. Mas quem no seu orgulho não acredita na veracidade e obrigatoriedade das palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais ele instituiu o sacramento da Penitência, e por isso não quer se confessar, dificilmente receberá perdão! Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte, e morte na cruz" ( Flp 2,8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer perdão. Por isso ele exige de nós este ato de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem se humilha, será exaltado e quem se exalta, será humilhado"( Lc 18,14 ). Alguns "crentes" aliciam os católicos para sua seita com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão) estarão livres de qualquer pecado e nem poderão mais pecar! Conseüuentemente, não precisarão mais de nenhuma Confissão). Apóiam esta afirmação nas palavras bíblicas de I Jo 3,6 e 9 : "Quem permanece Nele, não peca, não o viu, nem o conhece" e "Todo aquele que é gerado por Deus, não comete pecado, porque nele permanece o germe divino ( a graça santificante)". Em Resposta, lembro o princípio bíblico de que entre as verdades bíblicas, reveladas por Deus, não pode haver contradições. Por isso, as palavras menos claras, devem ser esclarecidas por palavras mais claras ou pela autoridade estabelecida por Deus ( Magistério da Igreja ). Ora, o próprio João Apóstolo escreve em ( I Jo 1,8-10 ): "Se dissermos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, e nos perdoa os nossos pecados , e nos purifica de toda a iniqüidade. Se dissermos que não temos pecado, taxamo-Lo de mentiroso, e sua palavra não está em nós." Por isso a Tradição Apostólica interpreta as palavras de I Jo 3,9: "Todo aquele que é gerado por Deus não peca", no sentido de não deve pecar gravemente", já que possuindo a graça de Deus , tem suficiente força para vencer as tentações. Enquanto as claras palavras em I Jo 1,8-10 falam dos pecados leves - veniais; sendo somente Maria Imaculada livre de qualquer mancha do pecado original e pessoal, em previsão dos méritos antecipados de Jesus Cristo que a escolheu por sua Mãe. Portanto, todos os homens adultos necessitam de Misericórdia divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos, no sacramento da confissão.